Vou generalizar. Odeio fazer isso, mas é preciso. Digamos que uma pessoa escuta músicas com batidas fortes, como Rock ou Metal, com letras pesadas e fortes pensamentos transmitidos através delas. Podemos imaginar uma personalidade que se encaixe com esse gosto, que com certeza não seria a mesma de alguém que curte Reggae, com letras que falam sobre aproveitar o momento, curtir a vida e recordam amores passados. Talvez nem percebemos, mas o que ouvimos diz muito sobre nós. Se parar para analisar as letras das musicas que você mais escuta recentemente, provavelmente se identificará com alguma coisa do que ela fala. Esse é provavelmente um dos principais motivos para gostarmos de uma música (na verdade não se aplica somente a musicas, mas a praticamente qualquer coisa). Nos identificarmos com ela.
Voltando a minha situação. Já tive meu tempo Pop. Amava músicas em outras línguas, e não entendia como alguém podia gostar de Maria Gadu, com Shimbalaiê, que estava fazendo sucesso. Já gostei de sertanejo raiz, muito influenciada pelo meu pai. Mas é claro que não saia cantando Tonico e Tinoco por ai. Bom, não o tempo todo. Já gostei de Metal. System of a Down comandava minha playlist e meu guarda roupa, e eu continuava não entendendo quem gostava de musicas brasileiras, como o Lepo Lepo, música que tocava em todo o país. Então, num belo dia, sentada numa escada (entenda), me apresentaram boas músicas brasileiras. Apresentaram-me bons covers e ótimas letras. Não sei se foram as músicas ou as pessoas que me indicaram, mas a partir desse dia, meu gosto foi revolucionado. Passei a amar as músicas brasileiras, não entender quem não curte Maria Gadu, Nando Reis, Marcelo Jeneci, Nando Reis, Ana Cañas e muitos outros. Me apaixonei por Reggae e a cada música nova que me apresentavam nesse estilo. Mas preciso confessar, ainda não entendo quem gosta de musicas como Quadradinho de 8, Muriçoca ou qualquer outro Funk que anda fazendo sucesso.
Outra paixão foram os covers. Bárbara Rangel é uma pessoa que nem imagina, mas marcou minha vida. Simplesmente viciei na versão dela de Ela me Faz, e tenho muitas histórias relacionadas aos seus covers. Natália Porto é outra que admiro o trabalho. Louca, sim, mas canta e toca muito.
Cada fase musical que passei é o complemento de uma fase emocional. Pelos conteúdos e estilos de cada uma, dá pra ter uma noção. Agora estou numa fase particularmente alegre e gostosa de viver. Como complemento vieram músicas gostosas de ouvir, e que me lembram das coisas e pessoas que me cercam.
Realmente recomendo que vejam os covers da Bárbara, quem sabe se apaixonam por eles também? E com vocês, acontece essa revolução musical? Se tiverem músicas para recomendar, deixem nos comentários ;)